
Eram encontros proibidos. Deveriam estar protegidos pela escuridão e pelo silêncio sugestivo das ruas. Protegidos dos olhares curiosos e criminosos dos passantes, esgueirando-se nos muros. Contudo, a gravidade de tal empreita merecia todo o devido cuidado.
Cuidaram dos secretos encontros, às escuras, e os segredaram dos possíveis ouvintes, delatores. Somente um cúmplice compartilhava de tal embuste: eu, impositivamente. Delegaram-me vigia desse caso promíscuo.
Deveria fazer a noturna ronda que os livraria da surpresa da descoberta inoportuna. Cada beijo, carícia ou ato cometido deveria ser protegido por um conciso sinal. Deveria gritar a cada sombra que se aproximasse, fosse humana ou animal. Matar, se preciso.
Cada noite, cada encontro, postava-me vegetalmente na vaga sugerida de minha vigia atenta. Observava os intensos e breves passos, dos estranhos, sem nome, nas calçadas e o mínimo movimento me despertava horrores. Dava a sentença, por código, para que se apartassem, do que estivessem fazendo. Mas passado o assombro, devia dar o comando de liberação. O esperado comando, no qual os dois, postados aguardavam sempre, com os olhos aviltados pela escuridão.
Mantinha os dois a salvo e me punha em perigo. Só e solitariamente envolvido, por longas noites. A constância dos encontros e a intensidade do caso que se desenvolvia começara a despertar suspeitas. Todo vil olho que a nós se dirigia, olhava com olhar de projétil, a sugerir preceitos. Comecei a considerar a possibilidade da revelação e enfim, do final desastre. Cada dedo entrelaçado nos desejados corpos falavam mais que minhas espúrias palavras sem motivação, vãs. E eu, cúmplice e confidente era brigado a promover e me proteger.
Ainda assim continuei a acompanhar o proibido caso, até o terrível desfecho, que todos já devem supor...
Sim, terrível desfecho, que passado tanto tempo, nem consigo recordar.
Cuidaram dos secretos encontros, às escuras, e os segredaram dos possíveis ouvintes, delatores. Somente um cúmplice compartilhava de tal embuste: eu, impositivamente. Delegaram-me vigia desse caso promíscuo.
Deveria fazer a noturna ronda que os livraria da surpresa da descoberta inoportuna. Cada beijo, carícia ou ato cometido deveria ser protegido por um conciso sinal. Deveria gritar a cada sombra que se aproximasse, fosse humana ou animal. Matar, se preciso.
Cada noite, cada encontro, postava-me vegetalmente na vaga sugerida de minha vigia atenta. Observava os intensos e breves passos, dos estranhos, sem nome, nas calçadas e o mínimo movimento me despertava horrores. Dava a sentença, por código, para que se apartassem, do que estivessem fazendo. Mas passado o assombro, devia dar o comando de liberação. O esperado comando, no qual os dois, postados aguardavam sempre, com os olhos aviltados pela escuridão.
Mantinha os dois a salvo e me punha em perigo. Só e solitariamente envolvido, por longas noites. A constância dos encontros e a intensidade do caso que se desenvolvia começara a despertar suspeitas. Todo vil olho que a nós se dirigia, olhava com olhar de projétil, a sugerir preceitos. Comecei a considerar a possibilidade da revelação e enfim, do final desastre. Cada dedo entrelaçado nos desejados corpos falavam mais que minhas espúrias palavras sem motivação, vãs. E eu, cúmplice e confidente era brigado a promover e me proteger.
Ainda assim continuei a acompanhar o proibido caso, até o terrível desfecho, que todos já devem supor...
Sim, terrível desfecho, que passado tanto tempo, nem consigo recordar.